A foto, o filme e a previsão do tempo: três pesquisas diferentes que o mercado insiste em chamar pelo mesmo nome. Conhecer os tipos de pesquisa evita comparar números que medem coisas diferentes. Nas Farmácias Horizonte O e-mail chegou para Mari Ferreira, consultora da Solvis que atende as Farmácias Horizonte, com dois prints e um desabafo de um franqueado: “Me ajuda a entender. O NPS do totem deu 72. A pesquisa anual que a franqueadora mandou por e-mail deu 45. MESMA FARMÁCIA. Um dos dois só pode estar errado, e eu preciso saber qual antes da reunião de sexta, porque com 72 eu ganho selo e com 45 eu ganho advertência.” Mari leu os dois prints e reconheceu o par na hora: a mesma pergunta, feita em dois momentos completamente diferentes, medindo duas coisas completamente diferentes. E percebeu, pelo tom do desabafo, que o problema maior nem era estatístico: era que selo e advertência estavam pendurados em dois números que a rede tratava como sinônimos. “Vamos fazer uma pesquisa” não diz nada Quando um cliente diz “quero medir a satisfação”, a primeira pergunta profissional não é “com quantas perguntas?” nem “com qual escala?”. É: que tipo de pesquisa você precisa? Porque existem três, e confundi-las produz alguns dos erros mais caros da área: metas compostas de números que não se comparam, questionários que perguntam a coisa certa na hora errada e dashboards que misturam foto com filme. Pesquisa transacional: a foto A pergunta implícita: “Como foi esta experiência?” Dispara logo após um evento específico: a compra, o atendimento, a visita, a entrega. Mede a experiência ainda fresca na memória (artigo O momento da verdade: o momento da verdade), com perguntas concretas sobre aquele episódio: satisfação com a fila, com a limpeza, com quem atendeu. CSAT e CES são suas métricas naturais (artigo CSAT, CES e NPS). Características técnicas: Onde escorrega: a transacional enxerga árvores, não a floresta. Um cliente pode dar nota alta em dez visitas seguidas e ainda assim estar a um reajuste de preço de trocar de marca. Satisfação com episódios não é a mesma coisa que força da relação. Pesquisa relacional: o filme A pergunta implícita: “Como está a nossa relação, somando tudo?” Não dispara por evento: acontece em ciclos (trimestral, semestral, anual), com uma amostra da base de clientes, inclusive os que não visitaram recentemente, e principalmente eles. Pergunta sobre o acumulado: recomendação (NPS é a métrica clássica aqui), intenção de continuar, percepção da marca, comparação com alternativas. Características técnicas: Onde escorrega: memória. A relacional pergunta em março sobre experiências de janeiro, e a resposta vem editada pela memória (artigo O momento da verdade), mais influenciada pelo pico e pelo fim das experiências do que pela média delas. E o convite por e-mail ou telefone sofre auto-seleção crônica: respondem os extremos. O erro clássico do mercado: perguntar NPS (pergunta relacional: “recomendaria a empresa?”) no contexto transacional (dois minutos depois de uma compra) e tratar o resultado como se fosse a saúde da relação. O que se mede aí é um híbrido: a relação vista sob o efeito da experiência de agora. Útil? Sim, como série temporal. Comparável com o NPS relacional da pesquisa anual? Não: são filmes de câmeras diferentes. Pesquisa preditiva: a previsão do tempo A pergunta implícita: “O que este cliente vai fazer, antes que ele faça?” A fronteira mais recente. Não é um terceiro questionário: é o uso combinado dos dados de pesquisa com dados de comportamento (frequência de visita, ticket, recência, reclamações) para antecipar: risco de abandono, propensão a recomprar, probabilidade de reagir mal a uma mudança. Exemplos práticos: Os cuidados obrigatórios: tudo o que a série ensinou sobre estatística e vieses se aplica em dose dupla. Correlação não é causa, modelos herdam os vieses dos dados que os alimentam (artigo IA na análise de dados), e previsão sobre indivíduos exige base legal e transparência (artigo A ética de quem pergunta, LGPD: finalidade e não-surpresa). Previsão é hipótese com probabilidade, não veredito. A tabela de bolso dos tipos de pesquisa Transacional Relacional Preditiva Pergunta Como foi esta experiência? Como está a relação? O que vai acontecer? Gatilho O evento O calendário O modelo Quem responde Quem viveu o evento Amostra da base Ninguém (dados combinados) Métricas típicas CSAT, CES NPS, intenção Risco, propensão Alimenta Operação (inner loop) Estratégia (outer loop) Ação antecipada Risco típico Ver árvore, perder floresta Memória e auto-seleção Correlação travestida de causa Por que isso importa A maior parte dos programas de escuta nasce transacional, e é por aí que se começa. Mas a empresa madura (Voz do Cliente, estágio 3) precisa dos três tipos operando como sistema: a transacional detecta, a relacional contextualiza, a preditiva antecipa. Saber explicar essa arquitetura é o que separa instalar um totem de desenhar um programa de escuta. De volta à Horizonte Na Horizonte, a resposta da Mari virou aula na reunião de sexta: o 72 era a foto (o cliente na saída do balcão, o atendimento ainda fresco: a experiência transacional); o 45 era o filme (a relação inteira, lembrada semanas depois, com o preço, o app do concorrente e a farmácia da esquina na conta). Nenhum estava errado; eram instrumentos diferentes, e a diferença entre eles era, em si, informação: a loja encantava no balcão e desbotava na memória, sintoma clássico de relação sem vínculo. A rede reformou o uso: selo e advertência saíram do número solto e passaram para o par lido em conjunto, cada pesquisa com papel, dono e régua próprios. O franqueado guardou a síntese: “a foto elogia meu balcão; o filme está me pedindo um programa de fidelidade”. O resumo de uma frase (teste Feynman) “Transacional é a foto de cada visita, relacional é o filme da relação, preditiva é a previsão do tempo: quem mistura os três mede tudo e não entende nada.” Fontes e leituras recomendadas
CSAT, CES e NPS: qual métrica usar quando
CSAT CES NPS: três siglas, três perguntas diferentes, e a mania de pedir que uma só faça o trabalho das três. Na Vetor Sistemas A reunião de métricas da Vetor Sistemas, empresa de software de gestão B2B, tinha três números na TV e uma discussão emperrada. Rodrigo, diretor comercial, defendia a nota de recomendação: "o que importa é o cliente nos indicar". Camila, de customer success, queria a satisfação com a implantação: "é ali que o cliente decide se confia". E o coordenador de suporte pedia misericórdia: "escolham uma nota só, não dá para acompanhar três". Mari Ferreira, consultora de pesquisa de satisfação, deixou a disputa correr um pouco antes de entrar: — Vocês estão escolhendo entre termômetro, fita métrica e bússola. São três instrumentos. Qual é a pergunta que vocês querem responder? Porque cada um responde uma diferente, e nenhum responde as três. Termômetro, balança e fita métrica Um médico não escolhe entre termômetro e balança: usa cada um para medir o que mede. As três grandes métricas de experiência do cliente funcionam igual: CSAT, CES e NPS não competem; respondem perguntas diferentes. A confusão entre elas (comum até em gente experiente do mercado) produz metas erradas, comparações sem sentido e discussões infinitas. Este artigo é o guia de bolso: o que cada uma mede, de onde veio, quando usar e onde escorrega. CSAT: "Você saiu satisfeito daqui?" A pergunta: "Qual seu nível de satisfação com [esta compra / este atendimento / esta visita]?", tipicamente numa escala de 1 a 5 (muito insatisfeito → muito satisfeito). O que mede: a avaliação de uma transação específica, logo depois dela. É a métrica do "aqui e agora". A conta usual: % de respostas nos dois pontos do topo (4 e 5, os "satisfeitos"). Um CSAT de 87% significa: 87 em cada 100 avaliações ficaram no topo da escala. Por que contar respostas em vez de tirar a média das notas? Primeiro, porque contar pessoas comunica melhor do que somar pontos: "87 em cada 100 saíram satisfeitos" dispensa tradução; "média 4,2" não. Segundo, porque a média esconde os extremos e trata degraus de rótulo como números equidistantes, o que a escala não garante. E o corte no topo é proposital: o 3 do "mais ou menos" não conta a favor; só entra na conta quem disse com clareza que saiu satisfeito. Linhagem: a satisfação é o construto mais antigo e estudado da área. É a base do ACSI (American Customer Satisfaction Index), o índice nacional americano criado por Claes Fornell na década de 1990, com décadas de estudos ligando satisfação a recompra e tolerância a preço. Onde brilha: diagnóstico operacional. Por ser transacional e específica ("satisfação com a fila", "com a limpeza", "com o atendimento"), aponta o que consertar e onde. É a métrica natural do totem no ponto de venda: experiência fresca, pergunta concreta, resposta em um toque. Onde escorrega: satisfação é só o ingresso: cliente satisfeito ainda troca de marca por preço ou conveniência. CSAT alto e estável pode esconder indiferença confortável. CES: "Deu trabalho resolver?" A pergunta do CES, na versão atual (CES 2.0), é uma afirmação com que o cliente concorda ou discorda: "a empresa facilitou a resolução do meu problema". O que ela mede é o esforço que o cliente gastou para conseguir o que queria, ou seja, quantas ligações, quantas repetições da mesma história, quantos obstáculos. A conta: o cliente responde numa escala de 1 a 7, de "discordo totalmente" a "concordo totalmente", e o placar sai como média das respostas (o padrão do Gartner) ou como % de concordância (respostas de 5 a 7), leitura mais segura pelo mesmo motivo do CSAT: distribuição engana menos que média. O formato de afirmação também tem um porquê: a versão original de 2010 perguntava "quanto esforço você gastou?" numa escala em que nota alta era notícia ruim, e essa polaridade invertida confundia o respondente e o leitor do relatório. O CES 2.0 refez a pergunta para que concordar aponte sempre na mesma direção: quanto maior, melhor. A métrica nasceu de um estudo do CEB (hoje parte do Gartner) publicado na Harvard Business Review em 2010 com um título provocador: "Stop Trying to Delight Your Customers" (pare de tentar encantar seus clientes). A descoberta, baseada em dezenas de milhares de atendimentos, foi que reduzir esforço prevê lealdade melhor do que encantar. Clientes não abandonam empresas por falta de "uau"; abandonam por excesso de atrito. A deslealdade nasce do retrabalho: repetir o problema, ser transferido, ter que insistir. O CES brilha em pós-atendimento, suporte, trocas, resolução de problemas e processos como cadastro, retirada e devolução. Se o processo tem um funil onde clientes "empacam", o CES encontra. Onde ele escorrega é fora desse contexto: não faz sentido perguntar esforço depois de um almoço agradável. E como mede apenas a fricção, uma experiência pode ser fácil e ainda assim medíocre. NPS: "Você apostaria sua reputação em nós?" O que mede lealdade e entusiasmo com a marca como um todo já tem artigo próprio nesta série, então só o essencial comparativo: O que mede: lealdade e entusiasmo com a marca como um todo, mais do que com a transação de hoje. Recomendação envolve colocar a própria reputação em jogo, por isso é régua mais dura que satisfação. A conta: % de promotores (notas 9 e 10) menos % de detratores (0 a 6), com os neutros (7 e 8) fora da subtração; o placar vai de −100 a +100. A subtração existe para endurecer a régua: a nota educada não conta a favor, e cada insatisfeito desconta um entusiasta em vez de se diluir numa média. Onde brilha: visão estratégica, acompanhamento de longo prazo, comparação entre unidades e benchmark com concorrentes (medidos do mesmo jeito). Onde escorrega: é termômetro, não diagnóstico: diz que a marca esfriou, mas não diz qual torneira vazou. E balança muito em amostras pequenas (a conta de % menos % dobra a sensibilidade ao ruído). CSAT CES NPS lado a lado: a tabela de bolso CSAT CES
Anatomia de uma boa pergunta: Por que o jeito de perguntar muda a resposta
“Você gostou?” e “O que achou?” parecem iguais. Não são. Toda pergunta de pesquisa é um instrumento de medição, e instrumentos mal calibrados enganam. Na Clínica Aurora Wagner, administrador da Clínica Aurora, uma rede de clínicas médicas, tinha um rascunho pronto para o totem da recepção e a satisfação de quem enxugou tudo em uma linha: “Você ficou satisfeito com o atendimento da recepção e da equipe médica?”. Curta, educada, direta. Mari Ferreira, consultora da Solvis que acompanhava a implantação, leu a pergunta duas vezes e devolveu o notebook com outra pergunta no lugar de uma opinião: — Se o paciente responder 3… o que exatamente você vai consertar? Wagner abriu a boca para responder e percebeu a armadilha no meio do caminho. Um 3 podia ser uma hora de espera com uma consulta excelente, um médico atencioso atrás de uma recepção caótica, ou um paciente irritado com o convênio, sem culpa de ninguém dali. A pergunta era uma só; as respostas dentro dela eram três. A pergunta de pesquisa: o instrumento mais delicado “Um termômetro mal calibrado mede a febre errada. Uma balança desregulada mente o peso. E uma pergunta mal formulada coleta uma opinião que o cliente não tem.” A pergunta é o instrumento de medição da pesquisa, e é um instrumento delicado. Décadas de pesquisa em metodologia de questionários (a área tem até nome: survey methodology) mostram que mudanças aparentemente inocentes na redação, na ordem ou nas opções de resposta alteram os resultados de forma mensurável. Um exemplo clássico: em experimentos conduzidos pela psicóloga Elizabeth Loftus nos anos 1970, pessoas assistiam ao vídeo de um acidente de carro. Quando perguntadas “a que velocidade os carros iam quando se esmagaram?”, as estimativas eram significativamente maiores do que quando o verbo era “se bateram”. Uma palavra mudou a memória do que as pessoas viram. Se uma palavra faz isso com uma memória, imagine o que faz com uma opinião. Todo mundo na Solvis, de vendas a suporte, deveria saber reconhecer uma pergunta ruim. Este artigo é o manual de anatomia. As 7 fraturas mais comuns de uma pergunta 1. A pergunta induzida (leading question) Ela já carrega a resposta desejada dentro de si. “Você gostou?” pressupõe que houve gosto, e as pessoas tendem a concordar com pressuposições, um fenômeno documentado chamado aquiescência (a tendência de responder “sim” independentemente do conteúdo). “O que achou?” abre espaço para qualquer resposta. Parecem iguais; medem coisas diferentes. 2. A pergunta dupla (double-barreled) Duas perguntas vestidas de uma. Impossível responder com uma nota só. E se foi rápido e grosseiro? A nota 3 significa o quê? Regra simples: um assunto por pergunta. Se tem “e” no meio, desconfie. 3. A pergunta que exige memória demais Ninguém lembra. O respondente não deixa em branco: inventa um número plausível. Pergunte sobre períodos curtos e experiências recentes, tema tão importante para nós que tem artigo próprio nesta série (O momento da verdade). 4. O jargão e a ambiguidade Cada respondente entende uma coisa, e a média de interpretações diferentes não significa nada. Use a linguagem do respondente, não a da empresa. E troque termos vagos por quantidades. 5. A escala torta A escala é metade da pergunta. Fraturas comuns: A referência clássica aqui é a escala Likert (proposta pelo psicólogo Rensis Likert em 1932): afirmação + graus simétricos de concordância, com ponto neutro. Simples, testada há quase um século, e ainda assim frequentemente mal copiada. 6. A ordem que contamina Perguntas anteriores criam contexto para as seguintes. Perguntar “qual foi o problema do seu atendimento?” antes de “qual sua satisfação geral?” faz a nota geral cair: o respondente foi convidado a lembrar do problema primeiro. Regra prática: do geral para o específico, e perguntas delicadas (incluindo dados pessoais) por último. 7. O questionário-maratona Cada pergunta a mais custa atenção, e atenção é o que o respondente tem de mais escasso. Questionários longos sofrem de abandono e de respostas em linha reta (o respondente marca tudo 5 só para acabar logo, fenômeno conhecido como straightlining). No ponto de venda, onde o cliente responde em pé, no caminho da saída, a disciplina é ainda mais brutal: cada pergunta precisa pagar o próprio aluguel. Se a resposta não vai mudar nenhuma decisão, a pergunta não deveria existir. O teste de bancada: 5 perguntas antes de publicar Antes de qualquer questionário ir a campo, submeta cada pergunta a este checklist: E o teste final, herdado do método científico: teste-piloto. Peça para 5 pessoas responderem na sua frente, falando em voz alta o que entendem de cada pergunta (a técnica formal se chama entrevista cognitiva). É impressionante o que 20 minutos disso revelam. Por que isso importa para nós O cliente da Solvis não compra “um totem”: compra respostas confiáveis. E não existe resposta confiável saída de pergunta ruim: viés na entrada, lixo na saída. Saber reconhecer uma pergunta fraturada é, portanto, uma competência que atravessa toda a operação de quem coleta dados de satisfação: de quem atende o cliente no dia a dia a quem desenha os questionários e os fluxos de coleta. Cada pergunta bem formulada é um voto de confiança no dado que ela vai gerar — e cada uma malfeita é um ponto cego que ninguém percebe até doer. De volta à Aurora Na Aurora, a pergunta dupla virou duas perguntas inteiras, cada uma com um dono claro do outro lado: recepção para a escala e o fluxo de senhas, equipe médica para a coordenação clínica. Na primeira semana de coleta, o mistério se desfez: equipe médica 4,8, recepção 3,8. A nota que a pergunta emendada teria misturado num 4,3 sem endereço apontava agora para a espera do balcão, invisível até então. O teste da Mari entrou no ritual de bancada da clínica: antes de publicar qualquer pergunta, alguém responde mal a ela de propósito, e a equipe confere se saberia o que consertar. Pergunta que não passa, não entra. O resumo de uma frase (teste Feynman) “A pergunta é uma balança: se ela estiver torta, não
A engenharia da retenção no food service 2026: o triunfo da voz do consumidor via inteligência preditiva e agêntica.
Cerca de 49% dos clientes acreditam que o cenário econômico é desafiador, o que os leva a pesquisar e comparar preços e benefícios constantemente. No food service, isso significa que a lealdade baseada em hábitos passados é insuficiente. O consumidor de 2026 visita, em média, quatro estabelecimentos diferentes por mês — um aumento anual constante na busca por variedade e valor. Curiosamente, as ferramentas criadas para fidelizar, como aplicativos de delivery e programas de pontos, acabaram por facilitar a comparação e a troca de marca, criando um paradoxo onde o excesso de conveniência pode acelerar o churn.
O Impacto da PLN na Análise de Emoções: Revelando Feedbacks
Como a análise de sentimento complementa os indicadores de satisfação e permite descobrir informações nos feedbacks dos seus clientes.
Como fica o setor supermercadista pós pandemia?
A pandemia da Covid-19 desencadeou uma crise de proporções mundiais que afetou diversos setores comerciais. No entanto, com uma estabilização da pandemia e grande parte da população vacinada, começamos a pensar no futuro. Qual o cenário para o setor supermercadista pós-pandemia? Preparamos o post abaixo para tirar todas as dúvidas sobre esse momento pós-pandêmico. Confira! Os supermercados, de forma geral, não foram afetados negativamente durante a pandemia, por se configurarem como um serviço essencial. No entanto, o setor supermercadista enfrentou uma mudança na forma de consumo por parte dos clientes. Mesmo com os supermercados em pleno funcionamento, o público nos momentos mais severos das ondas da Covid-19, em períodos de lockdown ou quarentenas rígidas, optou por se preservar e realizar compras de forma online. Coube aos varejistas entenderem essas novas demandas, expandindo de forma digital para atingir seus clientes de forma satisfatória e efetiva, através de mudanças operacionais. Para os clientes, realizar compras online significa otimização do processo de compras em si, diminuição do tempo, um fácil acesso e controle dos gastos. Por esse motivo, para os supermercadistas e varejistas, permanece a missão de equilibrar as lojas físicas com o e-commerce, aperfeiçoando o segmento online de vendas, colocando sempre a satisfação do cliente no centro da operação. O setor supermercadista pós-pandemia em dados Abaixo, selecionamos alguns dados de pesquisas recentes, realizadas no primeiro e segundo semestre de 2021, que demonstram, em números, a situação do setor supermercadista pós-pandemia. Já adiantamos: o futuro se mostra promissor. De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Offer Wise, as compras de comida por delivery e compras de supermercado online representaram os setores com maior crescimento durante a pandemia. Um outro dado interessante: as compras de supermercado de forma online tiveram uma grande expansão, foram de 9% para 30%. De acordo com a consultora Brain & Company, 76% dos brasileiros estão fazendo suas compras de supermercado de maneira online. Por fim, em pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), 59% dos entrevistados pretendem continuar realizando suas compras de forma online mesmo após o fim da pandemia. Equilibrando o virtual e o físico: você sabe o que é omnichannel? Como podemos observar nos dados acima, o aumento das vendas por meio digital no setor supermercadista pós-pandemia representa uma realidade da qual varejistas e supermercadistas não podem fugir. Adaptação aqui é a palavra-chave. Contudo, os desafios das demandas do físico e do online são muitos, com um dos principais sendo o oferecimento de uma boa experiência para o cliente em todos os momentos da venda, independentemente do canal por onde ela é realizada e finalizada. Um cliente pode realizar a compra online e a retirada presencialmente e vice-versa; ou até mesmo no que diz respeito ao SAC e atendimento ao cliente. É essencial que as informações não se percam durante a trajetória do cliente com a loja e que ele tenha uma experiência integrada e coerente em todos os momentos. É aí que entra o conceito de omnichannel. Resumidamente, omnichannel representa um atendimento integrado ao cliente, com todos os canais de atendimento, digitais ou presenciais funcionando de maneira interligada e cooperativa. É até mesmo essencial para a legitimidade de a marca conseguir passar para o cliente a identidade uma frente unida, levando a fidelização. Existem diversos benefícios em investir nessa estratégia, que vão desde o aumento de lucros até a melhoria da experiência do cliente. Para saber mais sobre o conceito de omnichannel, nós temos um post completo sobre o assunto, basta clicar aqui! Experiência do cliente: a importância da pesquisa de satisfação Ao planejar estrategicamente e estudar as tendências pós-pandêmicas, é essencial ouvir o que o próprio cliente tem a dizer e deixar que ele expresse suas sensações e opiniões sobre a experiência. Nesse ponto, entram as pesquisas de satisfação, que podem ser realizadas de diversas formas, de acordo com o seu propósito e com quais dados você gostaria de recolher. Através desses dados, você tem em mãos um feedback do seu público-alvo, possibilitando trabalhar em pontos de melhoria e saber o que está funcionando no gerenciamento do seu supermercado. Dessa forma, é possível aprimorar a experiência do seu cliente e conhecê-lo, fisicamente ou de forma digital, avaliando sua satisfação e lealdade, através de pesquisas como a Customer Satisfaction Score (CSAT). Nós, da Solvis, oferecemos soluções de pesquisas de satisfação, assim como a CSAT, personalizadas de acordo com o seu segmento. Para saber mais sobre nossas soluções, acesse nosso site!
O que é facilities e como as pesquisas de satisfação agregam nesse mercado?
As pesquisas de satisfação são ferramentas essenciais para garantir a qualidade dos serviços de facilities. Entenda como funciona esse setor e como aplicar pesquisas estratégicas! Cada vez mais as empresas têm buscado serviços especializados na área de facilities que deem suporte às suas operações, de forma integrada e de qualidade. Essa estratégia carrega o grande potencial de reduzir custos, aprimorar a qualidade dos serviços da organização e ajudar os gestores a se concentrar no que é mais importante, ou seja, em seu core business. Para se destacar e consolidar a marca nesse mercado, é essencial prestar um serviço de excelência. No entanto, nem sempre os gestores detêm as ferramentas certas para avaliar o impacto que suas operações estão gerando. É preciso buscar mecanismos e indicadores confiáveis para obter uma análise objetiva e, com isso, fazer os ajustes necessários. Nesse contexto, as pesquisas de satisfação em facilities se posicionam como um instrumento indispensável. Por isso, dedicamos este artigo para você entender melhor como as pesquisas de satisfação podem ser uma importante ferramenta nas mãos da gestão de facilities a fim de aprimorar os serviços e garantir os melhores resultados! O que é facilities — entenda o conceito e seu valor para as empresas Facilities é um termo de língua inglesa que se refere a um conjunto de serviços fornecidos às empresas para facilitar sua organização e a manutenção do seu espaço. Tais tarefas estão relacionadas às atividades-meio do negócio, como limpeza, recepção, segurança, manutenção, portaria, entre outros. Ao passo que a fornecedora dos serviços de facilities cuida dessa tarefas que contribuem para o bom funcionamento da empresa, a gestão do negócio pode focar em suas atividades-fim, ou seja, naquelas que estão relacionadas ao core business. Para cumprir seus objetivos, a área de facilities integra pessoas, equipamentos, processos e lugares a fim de prezar pela qualidade de vida de clientes e funcionários e, com isso, aumentar a produtividade de todos os que trabalham nas instalações. Os serviços de facilities são uma prática que teve seu início com a área de manutenção predial. Foram expandindo e profissionalizando ainda mais suas atividades. Hoje, o suporte pode ser adotado em diferentes tipos de empresas, como hospitais, condomínios, shoppings, faculdades, hotéis e diversas corporações. Como funciona a gestão de facilities? A gestão de facilities é a área responsável por gerenciar todas as atividades realizadas pelos profissionais espalhados pelas instalações. Assim, seu objetivo será coordenar toda empresa, dando suporte para os usuários e garantindo que as tarefas sejam cumpridas conforme as expectativas. Por isso, o gestor de facilities precisa ter um conhecimento aprofundado sobre aspectos operacionais do funcionamento da organização onde os serviços são realizados. Dessa forma, ele poderá alocar profissionais e recursos de forma adequada, contribuindo para o bom fluxo e a eficácia das atividades essenciais da empresa. Que tarefas são realizadas pelos profissionais? Profissionais de facilities realizam um amplo leque de atividades, desde servir um cafezinho até cuidar da segurança. Entre os principais serviços mais buscados, estão: segurança privada: profissionais especializados e extremamente treinados cuidam de atividades com escolta armada, vigilância, transporte de valores — por serem tarefas muito específicas e que seguem legislações próprias, são terceirizadas pelas empresas; portaria e recepção: aqui incluímos o controle de acesso de pessoas nas instalações e o atendimento inicial de clientes e funcionários; jardinagem: além de conhecimentos específicos, o profissional precisa dar atenção diária ao paisagismo e à limpeza dos espaços; limpeza e conservação: é o serviço mais necessário na maior parte das empresas, uma vez que a higiene e a limpeza são exigências básicas para um ambiente organizado e saudável; manutenção de equipamentos: é uma área cada vez mais terceirizada, incluindo desde sistemas mais simples, como elevadores, até ferramentas mais sofisticadas, como dispositivos da Indústria 4.0. Assim, esses profissionais cumprirão as atividades para as quais foram contratados. Embora sejam serviços importantes para o funcionamento operacional da empresa, quando operam adequadamente, ficam como que invisíveis. De fato, esse atributo é uma de suas principais qualidades — manter tudo em plena operação a partir dos bastidores. Quais as vantagens do facilities para as empresas? A contração de empresas que fornecem facilidades gera inúmeros benefícios às organizações. Não foi à toa que, em 2019, o setor de facilities foi estimado em US$ 1,15 trilhão em todo o mundo, segundo divulgado pela Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC). Os benefícios mais alcançados são: reduzir encargos trabalhistas; eliminar a necessidade de gerenciar atividades que não estão relacionadas à atividade-fim do negócio; desafogar o setor de Recursos Humanos, reduzindo trabalhos com emissão de folhas de pagamentos e outras burocracias, uma vez que haverá menos funcionários sob sua administração; transferir a responsabilidade de lidar com atividades perigosas e insalubres, que exigem conhecimentos específicos e seguem normas específicas. Assim, uma empresa especializada passa a administrar tais serviços. Os desafios da gestão de facilities As empresas de facilities gerenciam diferentes tipos de atividades, com demandas em diversas instalações em operação simultaneamente. Isso gera muitos desafios para a gestão. Entre as dificuldades mais enfrentadas, podemos destacar as seguintes. Gerenciar pessoas em diferentes locais desenvolvendo uma ampla variedade de serviços A área de facilities, como vimos, desenvolve uma ampla variedade de tarefas de diferentes empresas. São fornecidos recursos humanos, materiais e equipamentos, além da gestão do tempo e de prioridades. É necessário também encontrar prestadores de serviço e fornecedores competentes para garantir o bom fluxo das atividades. Lembramos também que é preciso gerenciar o trabalho de diferentes equipes e garantir a sintonia entre elas. Esses colaboradores também vão interagir com a cultura e os times da organização de onde desenvolvem suas atividades. Então, além de uma boa gestão de pessoas, é preciso motivar uma cultura de colaboração e integração. Gerenciar diferente contratos e demandas A gestão de facilities precisa pensar em muitos contratos — e não raro são dezenas ou até centenas! Isso significa que seus recursos humanos e tecnológicos serão distribuídos em várias organizações. Uma vez que os recursos são limitados, é preciso saber definir prioridades para atender às demandas da melhor maneira possível. Lidar com os
Ciclo PDCA: O que fazer com os resultados da pesquisa de satisfação?
Para ajudar a pensar e organizar os planos de ação, neste artigo vamos falar do ciclo PDCA (plan, do, check, act) e algumas sugestões de como trabalhar em cada uma das etapas da pesquisa de satisfação. A pesquisa de satisfação pode ser uma ferramenta poderosíssima para escutar seus clientes. Mas para perceber os benefícios do projeto de pesquisa é necessário ir até o final para “fechar o loop”. Isso quer dizer que tão importante quanto coletar as opiniões dos clientes é agir sobre elas. O que é PDCA? A sigla PDCA significa Plan, Do, Check, Act, quando traduzida passa a ser Planejar, Fazer, Verificar, Agir ou Ajustar, trata-se de uma metodologia também conhecida como Ciclo de Deming ou Shewhart. É um processo de melhoria contínua, baseado em quatro fases ou ciclos, denominados: planejamento, execução, análise e ação. Qual a importância do PDCA? Mundialmente reconhecido e utilizado por quatro fases que formam um círculo contínuo, o PDCA pode ser aplicado com objetivo de tornar os processos empresariais mais ágeis, diante da identificação de problemas, causas e soluções. Sua implementação é extremamente importante em qualquer setor industrial, pois a partir do método gestores encontram a possibilidade de identificar falhas e correções necessárias em processos. Por se tratar de um ciclo, o PDCA quando chega ao final da 4ª fase, se reinicia novamente e a cada novo reinício os processos implementados se aproximam mais do ideal e os resultados pretendidos. Os Ciclos PDCA (Plan-Do-Check-Act) numa pesquisa de satisfação O primeiro ciclo Plan (planejar) A etapa de planejamento acontece no início do projeto, antes de criar as perguntas da pesquisa. Primeiro, reflita sobre as necessidades e dores que a pesquisa precisa resolver; pense nos benefícios que a sua empresa espera atingir. Depois, defina os objetivos de acordo com o conceito SMART: eSpecífico, Mensurável, Alcançável, Realista e em um Tempo limitado. Aqui vão alguns exemplos de objetivos SMART relacionados à pesquisa: Atingir a meta de amostragem de 1000 respostas/mês; Atingir o Net Promoter Score® médio do setor de cosméticos em 6 meses; Reconhecer mensalmente as 10 lojas com maior CSAT; Treinar os atendentes antes da black friday; Dar um bônus de 5% para as equipes de atendimento se atingir a meta de satisfação. Do (fazer) O próximo passo é pôr a pesquisa em prática, seja no seu totem ou com um link. Se você é nosso cliente, não precisa se preocupar em tabular as respostas: a Solvis envia relatórios automáticos por e-mail diária, semanal e mensalmente. Você também pode ter acesso diretamente ao sistema da Solvis pelo computador e smartphone. Check (checar) Com os relatórios em mãos, cheque a média mensal dos principais indicadores: CSAT, NPS (NPS® and Net Promoter® are registered service marks and Net Promoter SystemSM, Net Promoter ScoreSM and NPS PrismSM are service marks of Bain & Company, Inc., Satmetrix Systems, Inc. and Fred Reichheld), CES ou qualquer outro número da pesquisa que seja importante. Esses indicadores são o termômetro do desempenho da sua empresa. Outra seção importante dos relatórios é dos principais pontos de melhoria: a área que está com notas baixas, os motivos da insatisfação com a experiência, produtos faltantes, comentários negativos, etc. Nem sempre é fácil receber feedbacks negativos, mas são justamente essas opiniões que vão fornecer o material para os planos de ação. Act (agir) A última etapa do ciclo é traçar planos de ação para solucionar, evitar ou minimizar os pontos de melhoria que apareceram na pesquisa. É importante pensar em ações definitivas e não apenas temporárias, para que os próximos clientes tenham uma experiência melhor. Neste ponto, lembre-se da primeira etapa: as ações devem ajudar a atingir os objetivos definidos lá no início do projeto. Assim, fechamos o primeiro ciclo PDCA! E agora? Os próximos ciclos A metodologia não para por aí: a ideia é que o ciclo seja contínuo, para que a experiência do cliente seja acompanhada de perto. Ou seja, revise o planejamento, continue aplicando a pesquisa de forma confiável, verifique a evolução dos números e principalmente aja sobre os pontos negativos mais críticos. Cada ciclo dura cerca de um mês. Uma sugestão é que a apresentação dos resultados vire um evento das reuniões de início do mês com as equipes envolvidas. A relação entre PDCA e pesquisa de satisfação Aplicar pesquisa de satisfação e não executar ações posteriores é o mesmo que não aplicá-la, e nesse ponto, ressaltamos a relação do Ciclo PDCA com a pesquisa, pois através da análise das fases e os pontos de melhoria que é possível alcançar resultados positivos. Ampliando também a percepção do relacionamento da empresa com os clientes, posicionamento da empresa no mercado e reduz o custo de aquisição por novos clientes. É necessário tomar alguns cuidados em relação ao PDCA que podem comprometer sua eficácia, portanto: Siga as fases na ordem, sem pular ou ignorar Cheque os resultados de cada fase e estabeleça objetivos para cada uma delas Antes de colocar em ações faça um planejamento prévio Ao detectar alguma deficiência ou falha operacional faça correções prévia Como as pesquisas de satisfação otimizam os negócios? Através da pesquisa de satisfação é possível reter insumos, ouvir opinião e ponto de vista sobre o negócio. Descobrir também se os seus produtos ou serviços estão de fato agradando os clientes. A pesquisa pode te ajudar a analisar a jornada de compra e sua efetividade, ajuda a mapear os processos e identificar gaps. Além disso através dela há a possibilidade de reduzir custos e descobrir gargalos. Com os insumos coletados fica mais fácil identificar quais melhorias precisam ser aplicadas, quais ações devem ser tomadas, o que impactará diretamente na taxa de churn, levando em consideração se a qualidade da experiência entregue aos clientes aumentar acabará impactando diretamente no ROI da empresa. Basta manter o foco na melhoria contínua, certamente você e sua empresa vão perceber uma evolução crescente dos indicadores e resultados surpreendentes! Para obter mais efetividade em suas pesquisas aqui na Solvis, todo o ecossistema desde a captação das respostas de seus clientes através das ferramentas, até
CSAT: Quais as vantagens de avaliar a satisfação e lealdade dos clientes?
CSAT: Quais as vantagens de avaliar a satisfação e lealdade dos clientes? Já usou o Customer Satisfaction Score (CSAT) para descobrir o nível de satisfação dos seus clientes? Entenda melhor como funciona e as vantagens de implementar esse método! Com o passar dos anos, é crescente a preocupação das empresas de fornecer uma ótima experiência de compra. Para se destacar da concorrência, é importante oferecer mais do que o básico, garantindo que o cliente se sinta encantado com a marca. Para mensurar as impressões do consumidor em sua interação com a empresa, o Customer Satisfaction Score (CSAT) é uma das estratégias mais adotadas. Somente entendendo as percepções do cliente, é possível entender os erros e acertos do negócio e ajustar as ações para elevar a qualidade do que é entregue ao público. Por isso, neste artigo, nos dedicamos a detalhar as vantagens de utilizar o CSAT nos seus esforços de melhorar o relacionamento com o cliente. Entenda porque, apesar da simplicidade, esse método é muito eficiente! O que significa CSAT — Customer Satisfaction Score — e como funciona? Customer Satisfaction Score significa, em tradução livre, “Pontuação de Satisfação do Cliente”. Trata-se de uma pesquisa em que se pergunta diretamente ao cliente qual o seu nível de satisfação com a empresa, com um serviço ou um produto específico. O método é bastante simples. Basta perguntar algo como: “Qual seu nível de satisfação com (a nossa empresa)?”. Daí então, apresenta-se uma escala com respostas que vão de 1 a 5. Assim, quanto menor a nota, mais baixa é a satisfação do cliente. Nessa pesquisa, é possível incrementar perguntas subsequentes para investigar os motivos por trás da resposta. Por exemplo, se a nota for positiva, a pesquisa pode apresentar uma tela de agradecimento. No entanto, em respostas negativas, o cliente por ser questionado sobre as razões que motivam a insatisfação. Assim, a ideia é coletar dados para identificar pontos de melhorias no atendimento e no consumo de serviços e produtos. Além disso, fica mais fácil tentar descobrir o que realmente é importante para o cliente. Existem diferenças entre CSAT e NPS (Net Promoter Score®)? Embora ambas as pesquisas estejam relacionadas à satisfação do cliente, elas focam aspectos distintos. O NPS (NPS® and Net Promoter® are registered service marks and Net Promoter SystemSM, Net Promoter ScoreSM and NPS PrismSM are service marks of Bain & Company, Inc., Satmetrix Systems, Inc. and Fred Reichheld), visa descobrir o nível de fidelidade dos usuários, ou seja, até que ponto eles são promotores da marca. Por isso, normalmente a pergunta é algo próximo a “Qual a probabilidade de você recomendar nossa empresa para amigos e parentes?”. Assim, o espectro do NPS (Net Promoter Score®) é mais amplo, pois são vários os fatores que podem levar o cliente a recomendar ou não sua marca a outros. Já o CSAT consegue ter um foco mais específico ao direcionar a um processo, produto ou serviço a ser aprimorado, especialmente no que se refere a algum ponto de contato, como: velocidade de entrega; pós-venda; formas de pagamento disponíveis; usabilidade de um site ou aplicativo. Quais são os fatores determinantes para que o cliente esteja satisfeito com o negócio? Apesar de muitas empresas buscarem encantar seus clientes, o que mais as pessoas desejam é que seus problemas sejam resolvidos e que o serviço/produto funcione. Além disso, ter um ótimo atendimento é essencial, pois, mesmo que o produto não seja perfeito, se o cliente for tratado com empatia e agilidade, ele ficará com uma ótima percepção da empresa. Considere então alguns fatores que podem determinar se o público ficará ou não satisfeito! Qualidade A qualidade é um fator bastante amplo, dependendo da atividade do negócio. Por exemplo, em uma academia, a qualidade pode estar relacionada não somente aos equipamentos, mas também aos serviços agregados, como limpeza, climatização e o relacionamento com os profissionais. No que se refere a produtos, o cliente ficará atento às suas especificações, como durabilidade, segurança, estética e o quanto ele consegue resolver o problema a que se propõe. Expectativa do cliente Em certo sentido, podemos afirmar que o contrário da satisfação é a frustração, e essa sensação tão negativa está diretamente ligada a uma expectativa não atendida. Por isso, atender às expectativas do cliente é um dos principais fatores que impactam sua satisfação. Em vista disso, é muito importante que a empresa implemente pesquisas de mercado, estude sua persona e dê atenção aos feedbacks dos clientes, especialmente quando negativos, para entender quais são as expectativas do público e tomar ações para alinhar o que o negócio entrega com o que o cliente realmente espera. Vale ressaltar também que a empresa precisa responder o feedback que o cliente dá explicando de maneira clara, educada e com bastante precisão o porquê de não ter conseguido atender a determinada expectativa. Presença Outro fator que está diretamente relacionado ao Customer Experience é a presença que a empresa tem em diferentes canais de atendimento. A ideia é fazer com que seja fácil para o cliente entrar em contato com a empresa. E não se trata apenas da multiplicidade de canais, ou seja, ter diversos canais de atendimento. O mais importante é que esses canais realmente funcionem. Deve ser fácil para o cliente entrar em contato para resolver suas demandas de forma ágil e descomplicada. Já falamos aqui no blog também sobre a estratégia omnichannel. Isso quer dizer que a empresa precisa ter certa integração entre diferentes meios ou canais de comunicação. O que isso quer dizer? Por exemplo, as informações que foram enviadas por e-mail, chat online ou pelo aplicativo já precisam estar disponíveis para o atendente no telefone. Isso evita que o cliente precise passar as mesmas informações que já foram dadas anteriormente. Outro aspecto do atendimento que interfere na qualidade do que é fornecido é a capacidade de a empresa prever as necessidades do cliente mesmo antes de seu contato. Por exemplo, um cliente pode ter percebido inconsistências ou falhas no aplicativo. Ou pode ter encontrado dificuldades para acessar uma ferramenta. Se
Pesquisas de Satisfação para E-commerce: como medir a experiência do cliente?
O e-commerce exige um planejamento específico para medir a qualidade da experiência do cliente. Entenda as principais estratégias de pesquisa de satisfação para e-commerce! É inegável que a pandemia do corona vírus fez com que o e-commerce avançasse em uma velocidade inimaginável. Somente em 2020, o crescimento foi de 73,88%. Para garantir a continuidade desse aumento, as lojas virtuais têm investido na satisfação dos clientes. Uma das melhores estratégias para detectar um sentimento tão subjetivo é o uso de pesquisas de satisfação para e-commerce. Mas como funciona essa relação? Segundo uma pesquisa da Criteo divulgada pela Abras, 56% dos brasileiros afirmaram ter comprado pela primeira vez no e-commerce durante a pandemia, e 94% afirmam que desejam continuar comprando em plataformas online. Esses dados nos ajudam a entender que o perfil do consumidor brasileiro está mudando bastante. Em grande parte, o que vai definir se essa tendência online continuará é a experiência de compra que os clientes terão. Por isso, cada vez mais, as lojas virtuais estão tentando captar as impressões de seus clientes a fim de entender o que fazer para fornecer uma experiência encantadora. Que tal descobrir quais são os melhores formatos para aplicar essa estratégia no seu e-commerce? Neste artigo, você vai conferir alguns tipos de pesquisas de satisfação que não podem faltar no seu e-commerce! Saiba como elas funcionam e que impacto podem ter no seu negócio online. A importância de medir a satisfação do cliente Em primeiro lugar, é importante entender o que é satisfação do cliente. Trata-se da percepção ou impressão que o consumidor tem ao interagir com uma empresa, em diferentes pontos de contato. Se ele fica feliz, dizemos que ele está satisfeito, ou seja, suas expectativas foram atendidas ou mesmo superadas. Na prática, isso é fácil de entender, uma vez que todos nós somos consumidores. Ao utilizarmos plataformas de compras ou entramos em contato com a marca — por chat, e-mail ou telefone —, formamos opiniões que podem determinar se vamos voltar a consumir produtos ou serviços da empresa ou não. Além disso, nossa percepção pode nos levar a indicar a marca a outros ou desencorajar o consumo. Essa experiência pode ser sentida em diferentes momentos: experiência que o cliente tem antes da venda e que o motiva a fazer a compra; experiência ao realizar a aquisição; experiência que vivenciou após o checkout, como contato com a empresa e entrega de produto. Uma vez que a percepção é um aspecto muito subjetivo, é importante buscar formas de metrificar. E qual o objetivo de encontrar essas métricas? Entenda melhor essa importância! Fideliza clientes Quando um cliente tem uma boa experiência de compra, as chances de ele se tornar fiel à marca são muitas. Se a experiência for encantadora, a fidelização está praticamente garantida. Clientes desse tipo trazem muitas vantagens à marca. Segundo Philip Kotler, um importante estudioso norte-americano com livros de marketing muito reconhecidos, conquistar novos clientes custa de 5 a 7 vezes mais do que fidelizar os clientes atuais. Assim, implementar estratégias de retenção para fornecer uma boa experiência representa uma economia muito mais significativa para o negócio. Além disso, o mesmo autor afirma que 95% dos clientes insatisfeitos não tiram tempo para fazer reclamações. Eles simplesmente não compram mais, deixando a empresa no escuro. Por outro lado, clientes fiéis normalmente reclamam quando não gostam da experiência que tiveram porque desejam resolver o problema e ver o progresso da empresa. Assim, o cliente fiel se torna um parceiro do seu negócio e está disposto a dar opiniões sinceras e construtivas, mesmo quando são feedbacks negativos. Ganha promotores da marca As estratégias para medir e promover a satisfação do cliente também resultam em consumidores que promovem a marca. Eles indicam para familiares e amigos porque tiveram uma boa experiência e desejam que outros também fiquem satisfeitos. Além de promover para pessoas próximas, os prosumers também estão nas redes sociais e não hesitam em tirar fotos com seus produtos e marcá-los com hashtags. Tudo isso se torna um marketing gratuito, sem nenhum custo adicional. Contribui para o crescimento sustentável do e-commerce Todos esses resultados ao entender a satisfação dos clientes e fornecer a eles boas experiências contribuem para um crescimento sustentável. Isso significa que clientes satisfeitos vão permanecer fazendo negócios com você e ainda vão atrair um novo público. A satisfação do cliente no e-commerce A satisfação de clientes no e-commerce tem características muito específicas, além de ser um desafio muito maior. Por isso, as empresas que vendem online precisam ter uma abordagem diferenciada ao entender a experiência de compra do seu público. Veja só! Desafios do e-commerce Pense bem! Quando falamos de lojas físicas, fica fácil definir e entender seus concorrentes, já que eles estão geograficamente próximos, não é verdade? No mundo digital, a competição é muito mais abrangente — a não ser que você trabalhe em um nicho muito restrito. Além disso, você concorre com marcas de maior peso e que muitas vezes têm um marketing mais forte e com condições de fornecer facilidades mais atraentes para os clientes. Saindo do campo da concorrência, também é importante ressaltar que o vendedor online terá de lidar com fatores que estão fora do seu controle, exigindo um bom planejamento. A logística é um desses. Após o envio do produto ao cliente, é preciso confiar na parceria formada com a transportadora, para que a entrega ocorra no prazo e dentro das expectativas do cliente. Vantagens do e-commerce Por outro lado, as lojas virtuais também contam com vantagens que a venda física muitas vezes não têm. Por exemplo, ao fazer a compra em uma plataforma de e-commerce, o cliente inevitavelmente precisa inserir suas informações pessoais. Esses dados são valiosíssimos para que a empresa entenda seu público e ajuste as suas estratégias para gerar mais vendas. Em uma venda no PDV, o cliente entra, compra e vai embora sem necessariamente deixar seus dados. Nesse momento, a empresa pode perder a oportunidade de convencê-lo de fazer uma recompra. Mas no e-commerce é diferente. Com o e-mail e demais









